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| informação www.op9.com.br/foto:Whitney Pereira |
A luta judicial do povo Pankararu já dura 25 anos. A retirada havia sido autorizada judicialmente no dia 14 de fevereiro do ano passado pelo juiz federal Felipe Mota Pimentel Oliveira. Na ordem judicial, o magistrado deu o prazo de um ano para a saída dos não-indígenas que morassem no local e determinou a retirada imediata daqueles que não tinham imóvel no território.
Em março deste ano, o magistrado notificou a Polícia Federal e a Polícia Militar para que elaborassem um plano de retirada. A execução deveria ocorrer em até 45 dias. Os posseiros receberiam indenização pela chamada posse de boa fé e também seriam reassentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) numa área do município de Tacaratu.
Mas os posseiros entraram com um recurso no TRF5 e conseguiram de maneira liminar uma decisão favorável. O desembargador federal Leonardo Coutinho alegou que era preciso cautela por não se ter a certeza em relação ao reassentamento das pessoas não-indígenas que vivem na terra. Nesta terça-feira, os três desembargadores votaram para que a saída seja efetivada.
Há seis anos, após vistoria de um grupo de trabalho coordenado pela Funai, foram verificados que existiam 870 ocupações na área demarcada pertencentes a 346 pessoas não índias. Um ano depois, o governo federal convocou os posseiros por edital para pagamento de indenizações, no entanto, apenas cinco deles apareceram.
Ameaças
Devido ao clima de tensão na área e constantes ameaças, 10 lideranças Pankararu se encontram no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos de Pernambuco. “Essa é uma luta que travamos há mais de 70 anos e na justiça já dura 25 anos. Há décadas que o povo Pankararu espera que essa situação seja resolvida de vez, acreditando profundamente na Justiça de deus e dos homens. Não deixaremos de seguir construindo a luta pelo que nos é de direito originário, do nosso território sagrado, terra do nosso povo, para que isso se resolva.”

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